CAPTULO 23


ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
- nota da ledora: propaganda do jornal  O Estado, texto: - Sua ltima redao que fez 
sucesso foi  "Minhas frias na Fazenda? " - ao lado, a foto de uma vaca e a seguinte 
frase, atribuda a ela: -  melhor voce comear a ler o Estado. - fim da nota. 


Uma orao adjetiva nada mais  do que um adjetivo em forma de orao. Assim 
como  possvel dizer "redao bem sucedida", em que o substantivo redao  
caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida,  possvel dizer tambm "redao que fez 
sucesso", em que a orao "que fez sucesso" exerce exatamente o mesmo papel 
do adjetivo bem-sucedida, ou seja, caracteriza o substantivo redao.

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ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
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1 ESTRUTURA DAS ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Como voc j viu, as oraes subordinadas adjetivas tm esse nome porque 
equivalem a um adjetivo. Em termos sintticos, essas oraes exercem a funo 
que normalmente cabe a um adjetivo, a de adjunto adnominal. Observe:
No suporto gente mentirosa.
No suporto gente que mente.
Comparando esses perodos,  fcil perceber que a orao "que mente" e a 
palavra mentirosa so morfossintaticamente equivalentes: tm papel morfolgico 
de adjetivo e funo sinttica de adjunto adnominal do substantivo gente, que  
ncleo do objeto direto da forma verbal suporto. "Que mente" e, portanto, uma 
orao subordinada adjetiva.

A conexo entre orao subordinada adjetiva e o termo da orao principal que 
ela modifica  feita, no caso, pelo pronome relativo que. Vale relembrar um recurso 
didtico largamente empregado - e j estudado neste livro, no captulo destinado 
aos pronomes - para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser 
substitudo por o/a qual, os/as quais. "Gente que mente" equivale a "gente a qual 
mente"; "aluno estudioso" equivale a "aluno o qual estuda".

Convm lembrar tambm que  fundamental diferenciar o relativo que da 
conjuno integrante que, que introduz uma orao subordinada substantiva. 
Observe:
"Diga s pessoas que me procurarem que estarei aqui depois do almoo".

O primeiro que  pronome relativo (que = as quais). A orao "que me 
procurarem", que caracteriza o substantivo pessoas,  adjetiva. O segundo que, 
que no pode ser substituido por nenhum outro termo,  conjuno integrante. A 
orao "que estarei aqui depois do almoo" subordinada substantiva objetiva 
direta, j que funciona como complemento direto da forma verbal diga.
Alm de conectar (ou relacionar, da o nome relativo) duas oraes, o pronome 
relativo desempenha uma funo sinttica na orao subordinada: ocupa o papel 
que seria exercido pelo termo que o antecede. Observe:
 preciso comer alimentos. Esses alimentos no devem fazer mal  sade.  
preciso comer alimentos que no faam mal  sade.
No primeiro caso, h dois perodos simples. No primeiro perodo, o substantivo 
alimentos exerce a funo sinttica de objeto direto de comer; no segundo,  
ncleo do sujeito da locuo verbal devem fazer. Quando os dois perodos simples 
so unidos num perodo composto, o substantivo alimentos deixa de ser repetido: 
em seu lugar, exercendo a funo de sujeito da forma verbal faam, surge o 
pronome relativo que. Note que, para os dois perodos se unirem num perodo 
composto, foi preciso alterar o modo verbal da segunda orao.

No  s o pronome relativo que que desempenha funo sinttica. Aos demais 
relativos (quem, o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde, 
quanto, quando,

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ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
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como, ja estudamos no captulo destinado aos pronomes) tambm se aplica o 
mesmo raciocnio. Ainda neste captulo, voc ver as funes sintticas desses 
relativos.
Quando so introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo 
indicativo ou subjuntivo, as oraes subordinadas adjetivas so chamadas 
desenvolvidas. Alm delas, existem as oraes subordinadas adjetivas reduzidas, 
que no so introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por 
preposio) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerndio 
ou particpio). Observe:
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou. 
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
No primeiro perodo, h uma orao subordinada adjetiva desenvolvida, j que  
introduzida pelo pronome relativo que e apresenta verbo conjugado no pretrito 
perfeito do indicativo. No segundo, h uma orao subordinada adjetiva reduzida 
de infinitivo: no h pronome relativo e seu verbo est no infinitivo.
ATIVIDADE

Reescreva as frases seguintes, substituindo os termos destacados por oraes 
subordinadas que exeram as mesmas funes sintticas. Depois, comente as 
diferenas entre as frases originais e as que voc obteve, considerando dados 
como clareza, sntese, elegncia.
a) Vrias empresas tiveram prejuzos (incalculveis).
b) Em todas as discusses, sempre apresenta argumentos (indesmentveis).
c) Os italianos, (notveis bebedores de vinho e comedores de pizza), negam-se a 
permitir a descaracterizao de seus hbitos alimentares.
d) O pas, (grande exportador de matrias-primas), enfrenta uma crise econmica 
interminvel.
e) O pais, grande exportador de matrias-primas, enfrenta uma crise econmica 
(interminvel).

2 Aspectos semnticos: oraes restritivas e explicativas

Na relao que estabelecem com o termo que caracterizam, as oraes 
subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras diversas. H aquelas que 
restringem o sentido do termo antecedente, individualizando-o  - so as 
chamadas subordinadas adjetivas restritivas - e aquelas que realam um detalhe 
ou amplificam dados sobre o antecedente, que j se encontra suficientemente 
definido - so as subordinadas adjetivas explicativas. Observe:
jamais teria chegado aqui, no fosse a gentileza de um homem que passava naquele
momento.
O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.

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ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
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No primeiro perodo, a orao "que passava naquele momento" restringe e 
particulariza o sentido da palavra homem: trata-se de um homem especfico, nico, 
que se caracteriza, no caso, por estar passando por um determinado lugar num 
determinado momento. A orao, na verdade, limita o universo de homens, isto , 
no se refere a todos os homens. E, portanto, uma orao subordinada adjetiva 
restritiva. No segundo perodo, a orao "que se considera racional" no tem 
sentido restritivo em relao  palavra homem: na verdade, essa orao apenas 
explicita uma idia que j sabemos estar contida no conceito de homem. A orao 
no faz referncia a um determinado homem, e sim ao conjunto de homens, a 
todos os homens, a qualquer homem. Trata-se, portanto, de uma orao 
subordinada adjetiva explicativa.
Se voc ler atentamente em voz alta os dois perodos acima, vai perceber que a 
orao subordinada adjetiva explicativa  separada da orao principal por uma 
pausa, que, na escrita,  representada pela vrgula.  comum, por isso, que a 
pontuao seja indicada como forma de diferenciar as oraes explicativas das 
restritivas: de fato, as explicativas vm sempre isoladas por vrgulas; as 
restritivas, no. Essa diferena  facilmente perceptvel quando se est diante de 
um perodo escrito por outrem; no entanto, quando  preciso redigi-lo,  
necessrio levar em conta as diferenas de significado que as oraes restritivas 
e as explicativas implicam (afinal,  quem est escrevendo que vai ter de colocar 
as vrgulas nesse caso!). Em muitos casos, a orao subordinada adjetiva ser 
explicativa ou restritiva de acordo com o que se pretende dizer. Observe:

Mandei um telegrama para meu irmo que mora em Roma.
Mandei um telegrama para meu irmo, que mora em Roma.
No primeiro perodo,  possvel afirmar com segurana que a pessoa que fala ou 
escreve tem, no mnimo, dois irmos, um que mora em Roma e um que mora em 
outro lugar. A palavra irmo, no caso, precisa ter seu sentido limitado, ou seja,  
preciso restringir seu universo. Para isso se usa uma orao subordinada adjetiva 
restritiva. No segundo perodo,  possvel afirmar com segurana que a pessoa 
que fala ou escreve tem apenas um irmo, o qual mora em Roma. A informao de 
que o irmo mora em Roma no  uma particularidade, ou seja, no  um 
elemento identificador, diferenciador, e sim um detalhe que se quer realar.

Observe as diferenas de sentido produzidas nos perodos seguintes pelo uso de 
oraes subordinadas adjetivas restritivas e explicativas:

O pas que no trata a educao como prioridade no pode fazer parte do rol das 
naes civilizadas.
O pas, que no trata a educao como prioridade, no pode fazer parte do rol das 
naes civilizadas.


No primeiro perodo, faz-se uma afirmao de carter genrico, irrestrito, que se 
aplica a todo e qualquer pas que no trata a educao como prioridade. 
Restringindo a palavra pas, a orao subordinada adjetiva restritiva limita, 
particulariza seu sentido, tornando-a aplicvel a determinado grupo de pases. No 
segundo perodo, faz-se referncia a um pais cuja situao  bem conhecida por 
quem fala e por quem ouve. No caso, a informao de que ele no trata a 
educao como prioridade  considerada um fato notrio, a que se quer dar 
destaque.

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Os homens cujos princpios no so slidos acabam se corrompendo.
Os homens, cujos princpios no so slidos, acabam se corrompendo.
No primeiro perodo, est-se afirmando que apenas alguns homens  aqueles que 
no tm princpios slidos  so corruptveis. O termo homens tem seu sentido 
particularizado, limitado pela orao subordinada adjetiva restritiva ("cujos 
princpios no so slidos", introduzida pelo relativo cujos). No segundo perodo, 
faz-se uma afirmao de carter genrico:
todos os homens de um determinado universo (um clube, um partido poltico, 
uma escola, uma cidade, um pas ou at mesmo o planeta todo) so corruptveis, 
porque se considera a falta de solidez dos princpios uma caracterstica comum a 
todo e qualquer homem de um determinado conjunto, que, como j foi dito, pode 
at ser o planeta todo. A orao subordinada adjetiva , nesse caso, explicativa.

A empresa tem duzentos funcionrios que moram em Guaratinguet. 
A empresa tem duzentos funcionrios, que moram em Cuaratinguet.
No primeiro perodo, afirma-se que a empresa tem mais de duzentos funcionrios, 
dos quais duzentos moram em Guaratinguet. A orao "que moram em 
Cuaratinguet" limita, restringe o sentido da palavra funcionrios.  subordinada 
adjetiva restritiva. No segundo perodo, afirma-se que a empresa tem exatamente 
duzentos funcionrios e que todos, absolutamente todos, moram em 
Guaratinguet. A orao subordinada adjetiva  explicativa.

ATIVIDADE



Leia atentamente as frases de cada um dos pares seguintes e explique as 
diferenas de sentido existentes entre elas.
a) O time que no treina no consegue ganhar uma partida.
O time, que no treina, no consegue ganhar uma partida.
b) Esta comprovada a participao dos policiais, cujos nomes tinham sido 
encontrados na agenda do traficante.
Est comprovada a participao dos policiais cujos nomes tinham sido 
encontrados na agenda do traficante.
c) Os jogadores, de quem se esperava no mnimo amor  camisa, simplesmente 
andaram em campo.
Os jogadores de quem se esperava no mnimo amor  camisa simplesmente 
andaram em campo.
d) A Cetesb enviar fiscais s cidades do litoral onde a poluio das praias  
alarmante. A Cetesb enviar fiscais s cidades do litoral, onde a poluio das 
praias  alarmante.

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ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
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3 PRONOMES RELATIVOS: USOS E FUNES
Que

Voc j viu neste livro, no captulo destinado aos pronomes, que, por seu largo 
emprego, o relativo que  considerado relativo universal. Esse pronome pode ser 
usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural. 
Sintaticamente, o relativo que pode desempenhar vrias funes:
a) sujeito: O homem que pensa vale por dois.
b) objeto direto: "Bebi o caf que eu mesmo preparei". (Manuel Bandeira)
c) objeto indireto: "Alegria, alegria"  uma das msicas de que mais gosto.
d) complemento nominal: As teses a que me mantenho fiel so muito polmicas.
e) predicativo: O pessimista que eu era deu lugar a um insuportvel sonhador.
f) agente da passiva: As teses por que voc foi seduzido so puro delrio.
g) adjunto adverbial (no caso, de lugar): A cidade em que nasci fica no Vale do 
Paraba. 

Pelos exemplos acima, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido da 
preposio apropriada a cada funo que exerce. E o caso do objeto indireto 
(gostar de algo), do complemento nominal (fiel a algo), do agente da passiva (ser 
seduzido por algum ou algo) e do adjunto adverbial de lugar (nascer em algum 
lugar). Na lngua escrita formal, a omisso da preposio nesses casos  
considerada erro.
- nota da ledora: propaganda da TVA, televiso  cabo, apresentando na foto, um 
casal sentado no sof, o homem dormindo e a mulher assistindo televiso, 
entediada. Texto: - Foi essa a vida de aventura que voc prometeu a ela? - fim da 
nota.   
Neste anncio, o pronome relativo que desempenha a funo sinttica de objeto direto.

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Quem
Como voc j sabe, o pronome quem refere-se a pessoa ou a coisa personificada, 
no singular ou no plural.  sempre precedido de preposio, podendo exercer 
diversas funes  sintticas:
a) objeto direto preposicionado: Drummond, a quem admiro muito, influenciou-me 
profundamente.
b) objeto indireto: Este  o jogador a quem me refiro sempre.
c) complemento nominal: Este  o jogador a quem sempre fao referncia.
d) agente da passiva: O mdico por quem fomos assistidos  um dos mais 
renomados especialistas.
e) adjunto adverbial (no caso, de companhia): A mulher com quem ele mora  grega.

O qual, os quais, a qual, as quais
O qual, a qual, os quais e as quais so usados com referncia a pessoa ou coisa. 
Desempenham as mesmas funes que o pronome que; seu uso, entretanto,  
bem menos frequente. Observe dois exemplos:
a) sujeito: Conhecemos uma das irms de Pedro, a qual trabalha na Alemanha.
Neste caso, o relativo a qual evita ambiguidade. Se fosse usado o relativo que, no 
seria possvel determinar quem trabalha na Alemanha.
b) adjunto adverbial: No deixo de cuidar da grama, sobre a qual as vezes gosto de 
um bom cochilo.
A preposio sobre, dissilbica, tende a exigir o relativo sob as formas o/a qual, 
os/as quais, rejeitando a forma que.

Cujo, cuja, cujos, cujas
Cujo e suas flexes equivalem a de que, do qual (ou suas flexes da qual, dos quais, 
das quais), de quem. Estabelecem normalmente relao de posse entre o 
antecedente e o termo que especificam, atuando na maior parte das vezes como 
adjunto adnominal e em algumas construes como complemento nominal.
a) adjunto adnominal: No consigo conviver com pessoas cujas aspiraes sejam 
essencialmente materiais. (No consigo conviver com pessoas / As aspiraes 
dessas pessoas so essencialmente materiais)
b) complemento nominal: O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos 
tristes anos da ditadura. (cuja leitura = a leitura do livro)
No portugus falado no Brasil, esse pronome tem uso restrito s situaes 
formais. Mesmo as pessoas de maior grau de escolaridade tm dificuldades para 
empreg-lo, optando por construes como:

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A mulher que a casa foi invadida quer ir embora do bairro.

ou
A mulher que a casa dela foi invadida quer ir embora do bairro.
Essas construes so normais na lngua falada informal, mas devem ser 
evitadas no padro culto da lngua. Em seu lugar, deve-se usar:
A mulher cuja casa foi invadida quer ir embora do bairro.
Observe que  erro grosseiro o emprego de artigo definido depois do pronome 
cujo. So erradas construes como "A mulher cuja a casa foi invadida..." ou "O 
garoto, cujo o tio  professor..."; basta dizer /cuja casa" ou "cujo tio".

Onde

Onde s  pronome relativo quando equivale a em que. Quando se diz "Onde voc 
nasceu?", no  possvel pensar em pronome relativo; afinal, o perodo  simples, 
e voc sabe que o pronome relativo s aparece no perodo composto, para 
substituir numa orao subordinada um termo da orao principal. No caso, onde 
 advrbio interrogativo.
Quando pronome relativo, onde s pode ser usado na indicao de lugar, atuando 
sintaticamente como adjunto adverbial de lugar:
Quero uma cidade tranqila, onde possa passar alguns dias em paz. 
A cidade onde nasci fica no Vale do Paraba.

- nota da ledora: propaganda da camionete Pajero, em paisagem semelhante a Chapada 
dos Guimares, regio de grande beleza rstica, com o seguinte texto:- Ideal num pas 
onde os prefeitos iniciam estradas e os sucessores param no meio. - fim da nota. 
Onde substitui o termo um pas e desempenha na orao subordinada adjetiva a funo 
sinttica de adjunto adverbial de lugar.

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ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
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Onde substitui o termo um pas e desempenha na orao subordinada adjetiva afuno 
sintatica de adjunto adverbial de lugar.

H uma forte tendncia, na lngua portuguesa atual, em usar onde como relativo 
universal, um verdadeiro cola-tudo. Esse uso curiosamente tende a ocorrer 
quando um falante de desempenho lingistico pouco eficiente procura "falar 
dfcil". Surgem ento frases como:
Vai ser um jogo muito dficil, muito disputado, onde ns vamos tentar conseguir 
mais um resultado positivo.
Vivemos uma poca muito difcil, onde a violncia gratuita  dominante.
 No me alimentei bem, dormi mal, onde hoje no consegui uma boa marca. 
A economia est em franco processo de recesso, os salrios esto congelados, 
onde a classe mdia no pode mais comprar como antes.
Na lngua culta, escrita ou falada, onde deve ser limitado aos casos em que h indi-
cao de lugar fsico, espacial. Quando no houver essa indicao, deve-se 
preferir em que, no qual (e suas flexes na qual, nos quais, nas quais) e, nos casos da 
idia de causa / efeito ou de concluso, portanto:
Vivemos uma poca muito difcil, em que (na qual) a violncia gratuita impera.
 A economia est em franco processo de recesso, os salrios esto congelados, 
portanto (por isso) a classe mdia no pode mais comprar como antes.

Quanto, como, quando
Quanto, quantos e quantas so pronomes relativos quando seguem os pronomes in-
definidos tudo, todos ou todas. Atuam principalmente como sujeito e objeto direto.
a) sujeito: Tente interrogar todos quantos participaram da selvageria.
b) objeto direto: Comeu tudo quanto queria.
Como e quando exprimem noes de modo e tempo, respectivamente; atuam, 
portanto, como adjuntos adverbiais de modo e de tempo:
 estranho o modo como ele me trata.
  a hora quando o sol comea a deitar-se.

ATIVIDADES


1. Em cada item abaixo, voc encontrar duas oraes que devero ser 
transformadas num nico perodo composto. Para isso, voc dever usar o 
pronome relativo adequado e em alguns casos, fazer outras modificaes. 
a) Todas as crianas tm direito  escola. 
Muitas dessas crianas esto hoje nas ruas. 
b) Muitas crianas poderiam tornar-se profissionais competentes. 
A essas crianas no se d nenhuma oportunidade de estudar.
c) Boa parte da classe mdia brasileira tem comportamento extremamente 
violento. 
Tenho muito medo dessa boa parte da classe mdia brasileira.
d) Muitas crianas brasileiras no tm direito  infncia. 
A vida dessas crianas , desde cedo, misria e explorao.
e) No se pode sonhar com paz social no Brasil. 
No Brasil, existe a pior distribuio de renda do planeta.

CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS

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2. Substitua os asteriscos pela preposio adequada para que as frases sejam 
consideradas apropriadas ao padro culto da lngua portuguesa. Pode haver 
casos em que nenhuma preposio seja necessria.
a) Esses problemas, () cujas causas conhecemos muito bem, podem ser facil-
mente resolvidos.
b) Algumas pessoas () quem sempre lhe falo participaro do seminrio.
c) Esses amigos, () os quais sempre envio cartes quando viajo, nunca retribuem 
a lembrana.
d) So seres embrutecidos () os quais no possvel manter amizade.
e) Faz muito tempo que no vou  cidade () onde costumava passar as frias.
f) Ele perdeu a chave da porta () que costumamos entrar.
g)  um candidato () cujas promessas no se pode confiar.
h)  um candidato () cujo passado no se tem conhecimento.
i) Leve aquela cala, () a qual voc fica muito bem.
j) O filme () que me refiro foi dirigido por Giuseppe Tornatore.
l) Voc vai conhecer os trens () que sempre aludo com tanta saudade.
m) O transporte ferrovirio  uma alternativa inteligente, () que sempre se 
esquecem os que fazem planejamento neste pas.
n) Ele perdeu a chave da porta () onde costumava entrar.

3. Os perodos seguintes so tpicos da linguagem falada informal. Reescreva-os, 
adequando-os  linguagem formal escrita.
a)  um grave problema que a soluo no se consegue num passe de mgica.
b) Conheci uma garota que o pai dela  vereador.
c) O delegado suspeita de vrios funcionrios, que os nomes ele prefere manter 
em sigilo.
d)  uma situao onde todos nos sentimos muito constrangidos.
e) Estudei muito, dediquei-me de corpo e alma, onde acho que vou conseguir a 
vaga.
f) Foi um gesto onde todos nos sentimos recompensados.
g)  um remdio que os efeitos colaterais s aparecem depois de alguns anos.

4. As frases seguintes so ambguas, truncadas, confusas ou no tm sentido. 
Proponha novas formas de redigi-las a fim de evitar os problemas verificados.
a) Expus minhas sugestes  comisso de desenvolvimento tecnolgico, que 
permitir novas perspectivas de trabalho.
b) O professor est interessado em defender todas as teses dos grupos 
ambientalistas, que, sem dvida, apresentam problemas de interesse nacional.
c) Um mdico abriu um consultrio no bairro, que atende todas as tardes.
d) O time contratou um grande craque, que h muitos anos no ganha um ttulo.
e) Esto procurando o assessor do governador em cujo carro o governador 
sofreu o acidente.
f) Viajou para o Rio de Janeiro Joana de Frana onde ficar hospedada no Palcio 
do Governo.
g) Est fazendo sucesso com sua nova escolinha o jogador Arturzinho, que fica 
no bairro da Lapa.


CAPITULO 23 
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
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4 ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS E A PONTUAO
Voc j viu que existem dois tipos de orao subordinadas adjetivas: as 
restritivas e as explicativas. Como agem de forma diferente na caracterizao do 
termo a que se ligam, essas duas oraes devem ser claramente diferenciadas na 
lngua escrita. As oraes restritivas ligam-se intimamente ao termo cujo sentido 
particularizam, portanto no podem ser separadas desse termo por vrgulas. As 
oraes explicativas agem como uma espcie de detalhe ou comentrio adicional 
ao termo a que se ligam; portanto devem ser isoladas por vrgulas. Convm 
lembrar que o papel restritivo ou explicativo da orao depende muitas vezes do 
significado que se quer dar ao que se afirma:
O pas cuja distribuio de renda  indecente no tem perspectiva de civilizar-se.
O pas, cuja distribuio de renda  indecente, no tem perspectiva de civilizar-se.
Na primeira frase, a orao adjetiva restritiva  empregada para delimitar o sentido 
da palavra pas. A falta de perspectiva de civilizar-se aplica-se apenas queles 
pases que tm renda concentrada e mal distribuda. Na segunda, a orao 
adjetiva explicativa torna explcito um dado j aceito como inerente a um pas que 
j tinha sido citado.

- nota da ledora: quadrinho de desenho: em um barco, mdico diz pra pescador, 
com canio: - olha o paciente que tem minhoca na cabea no veio ! - fim da nota. 
Para azar do pescador, faltou justamente o paciente mais precioso Este  caracterizado 
pelo psicanalista numa orao adjetiva restritiva ("que tem minhoca na cabea")

 muito comum o emprego de uma vrgula depois de oraes subordinadas 
adjetivas restritivas muito longas, principalmente quando o verbo dessa orao 
subordinada e o verbo da orao principal so contguos, ou seja, esto lado a 
lado:
Muitas das estradas com que generais megalomanacos, tecnocratas alucinados
e empreiteiros inescrupulosos se locupletaram, esto abandonadas.
Observe que a vrgula que aparece entre locupletaram e esto separa o sujeito do 
predicado. Seu emprego, consagrado como recurso de clareza, na verdade no 
condiz com o papel bsico que cabe  pontuao, o de organizador das relaes 
lgicas e dos significados. Estruturalmente, essa vrgula  intil.

CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
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ATIVIDADES 

1. Pontue adequadamente os perodos seguintes. Lembre-se de que, em alguns 
casos, no haver necessidade de nenhuma vrgula. 
a) A medicina que estuda a preveno e a cura de doenas tem tido notvel 
desenvolvimento nos ltimos anos.
b) Entre 1955 e 1976, era muito comum fazer referncias jocosas aos corintianos 
cujo time no sabia mais o que era ser campeo.
c) O policial que me atendeu foi surpreendentemente civilizado.
d) No pas com que sonho no h lugar para esses brbaros.
e) Revi minha cidade natal onde no punha os ps desde 1991.
f) Voltei  cidade onde nasci.
2. Explique a diferena de sentido entre as frases de cada um dos pares 
seguintes.
a) Os professores do departamento de Botnica que pediram demisso no 
podero ser substitudos.
Os professores do departamento de Botnica, que pediram demisso, no 
podero ser substitudos.
b) As construtoras que no concluram as obras esto obrigadas a devolver o 
dinheiro aos clientes.
As construtoras, que no concluram as obras, esto obrigadas a devolver o di-
nheiro aos clientes.

TEXTOS PARA ANLISE


As crianas trabalhadoras
Enxergar o trabalho infantil na TV com menos glamour atenuaria a mencantilizao da 
infncia

A mo-de-obra infantil na TV cresce a cada dia, o que, parece, no incomoda ningum. 
Embora j existam na opinio pblica sinais de recusa  explorao do trabalho de 
crianas nas olarias, nas carvoarias ou na agricultura, a participao de atores mirins em 
propagandas, assim como nas novelas e nos filmes, no  encarada como trabalho.  
como se fosse uma premiao. Qualquer me ficaria orgulhosa de ter o seu filhinho 
fazendo papel de mamfero numa campanha de leite. Ela dificilmente entenderia a coisa 
como um tipo de explorao injusta. Para o senso comum, estar na televiso  participar 
do estrelato, e no estrelato, acredita-se, no h relaes trabalhistas.
O fato  que o pblico aceita e aplaude os programas e as propagandas estrelados por 
crianas. Como essa que acaba de entrar no ar, de um automvel. Um grupo de garotos 
em idade de freqentar o jardim-de-infncia troca suas impresses sobre os carros dos 
pais. O do meu pai  alemo, anuncia um, o do meu pai  japons, emenda outro, e cada 
um vai contando sua vantagem. No final, um deles garante que o carro do pai rene todas 
as nacionalidades, pois 

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um modelo mundial e, portanto, melhor que todos os outros. O automvel surge na cena e 
todos os coleguinhas ficam embasbacados.
Mas ento quer dizer que alunos de jardim-de-infncia funcionam para vender at produ-
tos para consumidores adultos? Sim, os publicitrios j sabem disso h tempos: crianas 
pesam, e muito, na deciso de compra dos adultos. Pais compram carros e outras 
mercadorias na esperana de comprar junto a admirao do filho. Quanto aos filhos, 
motivados pela TV, repercutem a propaganda dentro de casa: 'compra, pai!'.
 muito gracioso, espontneo e bem dirigido o elenco da campanha do tal carro. Da 
mesma forma, so encantadores os protagonistas mirins dos comerciais de margarina, 
de sabo em p, at de brinquedo. E provavelmente a apario episdica em 
propagandas como essas no seja prejudicial  criana. Proibi-la seria uma violncia 
absurda. Mas o telespectador e a sociedade no devem esquecer que se trata de um 
trabalho, que deve ser tratado e regulado enquanto tal. Enxergar esse tipo de trabalho 
com um pouco menos de glamour contribuiria bastante para atenuar essa consentida 
mercantilizao da infncia.
O maior poeta brasileiro sonhou com uma cano que pudesse acordar os homens e 
adormecer as crianas. Atualmente, o uso de meninos e meninas na TV faz o contrrio: 
desperta (e instrumentaliza) o consumismo nas crianas para inebriar os adultos.

(Bucci. Eagnio. ln: Veja, 26 mar. 1997.)
Cano amiga

Eu preparo uma cano 
em que minha me se reconhea, 
todas as mes se reconheam, 
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos pases. 
Se no me vem, eu vejo 
e sado velhos amigos.

Eu distribuo um segredo 
como quem ama ou sorri. 
No jeito mais natural 
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas 
formam um s diamante. 
Aprendi novas palavras 
e tomei outras mais belas.

Eu preparo uma cano 
que faa acordar os homens 
e adormecer as crianas.

(ANDRADE,	Carlos Drummond de. Poesia Completa e prosa. Rio de Janeiro, 
Aguilar, 1973.)
- nota da ledora: desenho de uma mulher, carregando um nenm no colo, 
ilustrando o poema de Drummond. - fim da nota. 

CAPTULO 23
ORAOES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
440

TRABALHANDO O TEXTO

1. Reescreva o ttulo do primeiro texto, substituindo o adjetivo pela orao 
adjetiva equivalente.

2. No ltimo pargrafo do primeiro texto, h uma orao subordinada adjetiva.
a) Transcreva-a.
b) Classifique-a.
c) Que termo antecedente ela est modificando?
d) Qual a classe gramatical da palavra que que a introduz?
e) Qual a funo sinttica desse que?
3. Classifique a orao "em que minha me se reconhea", do texto de 
Drummond.

4. Classifique a orao "que passa em muitos pases", do texto de Drummond.

5. As trs oraes destacadas nas questes 2, 3 e 4 tm a mesma classificao. O 
que isso significa nos dois textos?

6. De acordo com o texto de Eugnio Bucci, o sonho do "maior poeta brasileiro" 
est se concretizando? Comente.

- nota da ledora: propaganda da margarina de milho, Milleto. Na foto, um casal de 
executivos, e o seguinte texto: - Fizemos Milleto para a dona de casa que tambm 
so donas do prprio nariz. Quem se gosta gosta de Milleto. - fim da nota. 

TRABALHANDO O TEXTO

Milleto foi feito para todas as donas de casa ou somente para algumas? Explique.


CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
441


SADE

97,5% de culpa 
 o  papel do fumo no cncer de pulmo

Agora  definitivo. Uma pesquisa internacional coordenada pelo instituto francs de on-
cologia Gustave Roussy, abrangendo doze pases, revelou que 97,5% dos casos de 
cncer do pulmo esto relacionados de alguma forma com o cigarro. O nmero equivale 
a dizer que apenas os fumantes ativos e passivos esto sujeitos a esse tipo de cncer. A 
pesquisa faz parte de um projeto cientfico internacional que busca novas formas de 
tratamento do cncer de pulmo e inclui, entre outros pases, Brasil, Estados Unidos e 
Alemanha. No Brasil, a pesquisa foi feita pela Fundao Antonio Prudente, que mantm o 
Hospital do Cncer em So Paulo. Os nmeros brasileiros seguem a mdia internacional. 
Os nmeros mostraram que 95% dos pacientes com cncer pulmonar sao fumantes 
ativos. Dos 5% restantes, 2,5% so passivos, vtimas da fumaa dos outros. A 
porcentagem de pacientes que no fumam tambm  pequena demais - somente 2,5% - 
e  explicada por fatores genticos.
"As toxinas do cigarro so determinantes no aparecimento do cncer de pulmo", diz 
Riad Younes, diretor clnico da Fundaao Antonio Prudente. Estima-se que apaream no 
mundo em mdia 600000 novos doentes por ano. A pesquisa do instituto Gustave 
Roussy, que apontou as causas da doena, tambm verificou a eficincia dos 
tratamentos  disposio daquelas pessoas. A constatao  que eles tm evoludo 
muito nas duas ltimas dcadas. H novos produtos no mercado, menos agressivos e 
mais potentes, como a Carboplatina, por exemplo, que se tornaram fundamentais no 
tratamento quimioterpico do cncer pulmonar.

Associaao benfica - O maior avano nessa rea est, no entanto, numa nova combi-
nao de dois velhos tratamentos, a quimioterapia e a radioterapia. Na primeira fase de 
testes, a associao dos dois aumentou as chances de cura em 20%. A radioterapia  o 
mais comum dos tratamentos, principalmente por ter uma ao localizada. J a 
quimioterapia sempre foi mais usada em casos extremos, como os de metstase. Mas 
eles nunca tinham sido utilizados juntos antes, e muito menos como terapias preventivas.
"A associao desses tratamentos possibilita a operao de tumores que, de to 
grandes, no poderiam ser removidos", diz Srgio Simon, oncologista do Hospital Albert 
Einstein. Agora, os tumores so reduzidos para depois ser operados. Na Fundao 
Antonio Prudente, sessenta voluntrios participaram dos estudos sobre a eficincia 
desse novo tratamento, que vem apresentando bons resultados. Mas os 97,5% da 
pesquisa mostram, de uma vez por todas, que o melhor remdio para no ter cncer do 
pulmo  simplesmente apagar o cigarro - e repelir quem espalha fumaa para os outros.

(Veja, 11 out. 1995.)

TRABALHANDO O TEXTO

1 Qual a classe gramatical da palavra destacada nos trechos ".. (que) 97,5% dos 
casos de cncer do pulmo esto relacionados de alguma lorma com o cigarro" 
e"... (que) busca novas formas de tratamento do cncer de pulmo...", ambos 
retirados do primeiro pargrfo?

2. Classifique cada uma das oraes citadas na questo anterior.
CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
442

3. "A porcentagem de pacientes que no fumam tambm  pequena demais - 
somente 2,5% - e  explicada por fatores genticos."
a) Quantas oraes h no perodo acima? Separe-as.
b) Classifique a orao "que no fumam".
c) Qual a classe gramatical e a funo sintticada palavra (que) citada no item 
anterior?

4. "No Brasil, a pesquisa foi feita pela Fundao Antonio Prudente, que mantm o 
Hospital do Cncer em So Paulo."
a) Classifique a orao subordinada do perodo acima.
b) Reescreva o trecho, transformando-o em perodo simples.

5. Qual o termo recuperado pela palavra (que) no trecho "A pesquisa do Instituto 
Gustave Roussy, que apontou as causas da doena, tambm verificou a eficincia 
dos tratamentos  disposio daquelas pessoas."? Qual a importncia da palavra 
(tambm) na identificao desse termo? Comente.

6. No trecho "H novos produtos no mercado, menos agressivos e mais potentes, 
como a Carboplatina, por exemplo, que se tornaram fundamentais no tratamento 
quimioterpico do cncer pulmonar.", a forma verbal (tornaram) est no plural. 
Explique por qu.

7. A expresso "por exemplo", presente depois de "como a Carboplatina",  
pleonstica? Comente.

8. Retire do ltimo pargrafo do texto uma orao subordinada adjetiva restritiva e 
uma explicativa.

9. De acordo com o texto,  uma atitude inteligente fumar ou continuar fumando?


QUESTES E TESTES DE VESTIBULARES


1 (FUVFST-SP) Conheci que (1) Madalena era boa em demasia...
A culpa foi desta vida agreste que (2) me deu uma alma agreste.
Procuro recordar o que (3) dizamos.
Ter realmente piado a coruja? Ser a mesma que (4) piava h dois anos?
Esqueo que (5) eles me deixaram e que (6) esta casa est quase deserta.
Nas frases acima, o que aparece seis vezes; em trs delas  pronome relativo. 
Quais?
a) 1-2-4
b)2-4-6
c)3-4-5
d)2-3-4
e)2-3-5


2 (FUVEST-SP) Leia as frases abaixo e assinale a que est correta.
a) A jovem que eu lhe falei  pouco vai ser entrevistada.
b) A jovem que a pouco foi entrevistada  aquela que eu lhe falei.
c) A jovem de cuja eu lhe falei h pouco  aquela que foi entrevistada.
d) A jovem que h pouco foi entrevistada  aquela de que eu lhe falei.
e) A jovem que h pouco foi entrevistada  aquela que eu lhe falei.

3 (FUVEST-SP) " da histria do mundo que (1) as elites nunca introduziram 
mudanas que (2) favorecessem a sociedade como um
CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS

todo. Estaramos nos enganando se achssemos que (3) estas lideranas 
empresariais aqui reunidas teriam a motivao para fazer a distribuio de 
poderes e rendas que (4) uma nao equilibrada precisa ter."
O vocbulo que est numerado em suas quatro ocorrncias, nas quais se 
classifica como conjuno integrante e como pronome relativo. Assinalar a 
alternativa que registra a classificao correta em cada caso, pela ordem.
a) 1. pronome relativo, 2. conjuno integrante,  3. pronome relativo,  4. conjuno 
integrante
b) 1. conjuno integrante, 2. pronome relativo, 3. pronome relativo, 4. conjuno 
integrante
c) 1. pronome relativo, 2. pronome relativo, 3. conjuno integrante, 4. conjuno 
integrante
d) 1. conjuno integrante, 2. pronome relativo, 3. conjuno integrante, 4. 
pronome relativo
e) 1. pronome relativo, 2. conjuno integrante, 3. conjuno integrante, 4. pro-
nome relativo

4 (FUVEST/FGV-SP) "E como sempre tive a inteno de possuir as terras de S. 
Bernardo, considerei legtimas as aes que me levaram a obt-las."
a) Este perodo est em primeira pessoa. Como ficaria em terceira pessoa?
b) A quem se referem os pronomes: que, me, elas?

5 (PUCSP) Sobre o trecho:
"A questo era conseguir o Engenho Vertente, com o seu riacho que poderia 
descer em nvel para irrigao das terras que dariam flor-de-cuba para uma 
Catunda",  correto afirmar que:
a) h duas oraes subordinadas adjetivas, introduzidas pelo pronome relativo 
que.
b) h, respectivamente, uma orao subordinada substantiva, introduzida pela 
conjuno integrante que, e uma orao subordinada adjetiva, introduzida pelo 
pronome relativo que.
c) a primeira orao  subordinada adverbial final.
d) a ltima orao  subordinada adverbial final.
e) o verbo descer marca o incio de uma orao subordinada adverbial reduzida de 
infinitivo.

6  (PUCC-SF) Observe as frases seguintes:
I. O autor destes versos  Manuel Bandeira.
II. Estes versos fazem parte do soneto "Renncia".
Transformando-se estes dois perodos simples num perodo composto por 
subordinao, a alternativa que satisfaz essa exigncia :
a) Estes versos cujos so de Manuel Bandeira, fazem parte do soneto 
"Renncia".
b) Estes versos de Manuel Bandeira fazem parte do soneto "Renncia".
c) Estes versos, cujo autor  Manuel Bandeira, fazem parte do soneto "Renncia".
d) Estes versos, que o autor  Manuel Bandeira, fazem parte do soneto 
"Renncia".
e) Estes versos de quem o autor  Manuel Bandeira, fazem parte do soneto 
"Renncia".

7(PUCC-SP) No revelou o que descobrira a ningum.
Assinale a alternativa em que se analise corretamente a classe gramatical e a 
funo sinttica das palavras sublinhadas, respeitando a ordem em que elas 
ocorrem.
a) Artigo; adjunto adnominal. Conjuno integrante; conectivo.
b) Pronome demonstrativo; sujeito. Conjuno integrante; conectivo.
c) Artigo; adjunto adnominal. Pronome relativo; sujeito.
d) Pronome demonstrativo; objeto direto. Pronome relativo; objeto direto.
e) Artigo; adjunto adnominal. Pronome relativo; objeto direto.

8 (PUCC-SP)
I. Contou seu segredo a duas pessoas.
II. As duas pessoas eram de confiana. Observe as duas frases acima. Assinale a 
alternativa em que elas esto em correta reao lgica e sinttica.

CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS


a) Contou seu segredo para duas pessoas, por causa que elas eram pessoas de 
confiana.
b) Pois as duas pessoas eram de confiana, ento ele contou seu segredo para 
elas.
c) As duas pessoas a quem contou seu segredo eram de confiana.
d) Contou seu segredo a duas pessoas, conquanto fossem de confiana.
e) Contou seu segredo a duas pessoas, conforme eram de confiana.

9 (PUCSP) No perodo:
"E h poetas mopes que pensam que  o arrebol"
a partcula que introduz, respectivamente, oraes:
a) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva 
objetiva direta.
b) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva predicativa.
c) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adjetiva explicativa.
d) subordinada substantiva predicativa e subordinada substantiva objetiva direta.
e) subordinada adjetiva restritiva e subordinada substantiva objetiva direta.

10 (PUCSP) Sob o ponto de vista morfolgico, a partcula que, assinalada nas 
duas oraes da questo anterior, classifica-se, respectivamente, como:
a) pronome indefinido, pronome relativo. 
b) pronome relativo, conjuno integrante. 
c) pronome indefinido, conjuno integrante.
d) conjuno integrante, conjuno integrante.
e) conjuno consecutiva, conjuno comparativa.

11 (PUCSP) Nos versos:
"Amo-te,  rude e doloroso idioma, 
(Em que) da voz materna ouvi: "meu filho"!
 E em que Cames chorou no exlio amargo". 
a expresso (em que), neles destacada, refere-se, respectivamente, a:
a) idioma, voz.
b) idioma, idioma. 
c) rude e doloroso, Cames.
d) eu, eu. 
e) voz, Cames.

12 (PUCSP) Em relao ao perodo:
"E, entrando na sala, voltou sem demora com uma caixinha quadrada de folha-de-
flandres, que trazia com toda a reverncia e cujo tampo abriu cuidadosamente"
 incorreto afirmar que:
a) h duas oraes subordinadas adjetivas. 
b) h uma orao subordinada adverbial. 
c) a partcula que introduz uma orao subordinada substantiva.
d) uma das oraes  reduzida de gerndio. 
e) a ltima orao  subordinada adjetiva.

13 (UNICAMP-SP) Observe que, os trechos abaixo, a ordem que foi dada s 
palavras, nos enunciados, provoca efeitos semnticos ( = de significado) 
"estranhos":
"Fazendo sucesso com a sua nova clnica, a psicloga Iracema Leite Ferreira 
Duarte, localizada na rua Campo Grande, 159." 
"Embarcou para So Paulo Maria Helena Arruda, onde ficar hospedada no 
luxuoso hotel Maksoud Plaza.
(Notcias da Coluna Social do Correio de Mato Grosso, 28 ago. 1988.)
 Escolha um dos trechos, diga qual  a interpretao "estranha" que ele pode ter 
e reescreva-o de forma a evitar o problema.

14 (UNIMEP-SP)
I. Este  Renato.
II. Eu posso contar com a ajuda de Renato. 
Se juntarmos as duas oraes num s perodo, usando um pronome relativo, 
teremos:
a) Este  Renato, com quem eu posso contar com a ajuda dele.
b) Este  Renato, que eu posso contar com a ajuda dele.
c) Este  Renato, o qual eu posso contar com sua ajuda.
d)  Este  Renato, com cuja ajuda eu posso contar.
e) Este  Renato, cuja ajuda eu posso contar.

CAPTULO 23
ORAES SOBORDINADAS ADJETIVAS
445


15 (UFV-MG) Dados os conjuntos constitudos por oraes absolutas:
a) O menino aprende. O menino  estudioso.
b) O menino  feliz. O pai do menino o ama.
c) A cidade fica longe. O menino nasceu nessa cidade.
Reescreva cada conjunto formado por duas oraes absolutas em um nico 
perodo composto por subordinao, em que a segunda orao seja introduzida 
por pronome relativo.

16 (VUNESP) Observar as oraes destacadas nas transcries abaixo.
I. "Ergueu a cabea e contemplou o lugar (onde tantas vezes se aprestara para os 
seus breves triunfos no trapzio)."
II. "Em algum ponto do corpo ou da alma, doa-lhe ver o lugar (do qual se despedia). 
()".
III. "(...) semelhana esta que seria maior, no fosse a indiferena quase rancorosa 
(que o rodeava)."
IV."(...) esforando-se para dar a entender (que sua ausncia no seria sentida)."
V. "Teriam inveja, talvez. Ou desprezo. (Que lhe importava, porm)?"
A respeito delas,  correto dizer:
a) Todas so subordinadas adjetivas.
b) Com exceo de V, que  uma orao absoluta, todas as outras so adjetivas.
c) Com exceo de I, que  subordinada adverbial de lugar, todas as restantes so 
adjetivas.
d) Somente a II e a III so adjetivas.
e) Com exceo de IV e de V, as demais so adjetivas.

17 (VUNESP) "Sentara-se ento num banco, apanhara aquela velha revista (e) 
comeara a folhe-la, sem interesse, (para) fugir ao contato dessas pessoas (que) 
j o haviam excludo de seu mundo e que, desde alguns dias, raramente lhe 
dirigiam a palavra - com uma simplicidade afetada, esforando-se (para) dar a 
entender (que) sua ausncia no seria sentida." 
Dos conectivos destacados no fragmento acima, somente um acumula em si os 
papis de ligar oraes e ser ncleo de uma funo sinttica na estrutura da 
orao introduzida. Assinale a alternativa que o contiver:
a) e
b) o primeiro para 
c) o primeiro que
d) segundo para 
e) o segundo que

18 (VUNESP) "Mas para quem (vos) olha a uma distncia de quinhentos metros, 
essas dimenses (que) levais convosco deixam de existir." D a classe gramatical 
e a funo sinttica dos termos destacados.

19 (VUNESP) Observe o perodo:
"Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a algum."
a) Substitua a segunda orao por um substantivo ou pronome substantivo.
b) Substitua a terceira orao por um adjetivo.

20 (VUNESP) Classifique as oraes do perodo transcrito na questo anterior.

21 (UNICAMP-SP) A organizao snttca dada a certos trechos exige do leitor um 
esforo desnecessrio de interpretao. Abaixo voc tem um exemplo disso.
"Ao chegar ao ancoradouro, recebeu Alzira Alves Filha um colar indgena feito de 
escamas de pirarucu e frutos do mar, que estava acompanhada de um grupo de 
adeptos do Movimento Evanglico Unido." (Folha de S. Paulo, 12 fev. 1992.)
a) Reescreva o trecho, apenas alterando a ordem, de forma a tornar a leitura mais 
simples.
b) Com base na soluo que voc props, explique por que, do ponto de vista da 
estrutura sinttica do portugus, o trecho acima oferece dificuldade 
desnecessria para a compreenso.

22 (PUCSP) Observe o emprego da partcula que em:
1."... esperou que a gua marejasse..."
2."... olhando as estrelas, que vinham nascendo."

CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS 

a) Indique, respectivamente, o valor morfolgico da referida partcula em 1 e em 2.
b) Que tipo de orao introduz em 1?

23 (UEL-PR) O homem, () mritos voc se referiu, mostrou-se agradecido.
a) cujos
b) a cujos
c) cujos os
d) para cujos
e) de cujos

24 (UEL-PR) Foram incuas as medidas tomadas pela direo da escola.
A expresso equivalente  palavra incuas na frase acima :
a) que no agradaram.
b) que no levaram a nenhum resultado. 
c) que no foram divulgadas.
d) que no foram acatadas.
e) que no foram oportunas.

25 (FUVEST-SP) Explique as diferenas de sentido entre estes dois enunciados:
a) Os homens, que tm o seu preo, so fceis de corromper.
b) Os homens que tm o seu preo so fceis de corromper.

26 (PUCSP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo.
a) Veja bem estes olhos () se tem ouvido falar.
b) Veja bem estes olhos () se dedicaram muitos versos.
c) Veja bem estes olhos () brilho fala o poeta. 
d) Veja bem estes olhos () se extraem confisses e promessas.
a) de que, a que, cujo, dos quais
b) que, que, sobre o qual, que
c) sobre os quais, que, de que, de onde
d) dos quais, aos quais, sobre cujo, dos
quais
e) em quais, aos quais, a cujo, que

27 (CESESP-PE) "... trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de 
divisrias do casebre." Em qual das alternativas o uso de cujo no est conforme 
 norma culta?
a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa.
b) Rico  o livro cujas pginas h lies de vida.
c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memria no se apagava.
d) Eis o poeta cujo valor exaltamos.
e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar.

28 (PUCC-SP) Assinale o perodo em que h uma orao adjetiva restritiva.
a) A casa onde estou  tima.
b) Brasilia, que  a capital do Brasil,  linda.
c) Penso que voc  de bom corao.
d) V-se que voc  de bom corao.
e) Nada obsta a que voc se empregue.

29 (UFPA) H no perodo uma orao subordinada adjetiva:
a) Ele falou que compraria a casa. 
b) No fale alto, que ela pode ouvir. 
c) Vamos embora, que o dia est amanhecendo.
d) Em time que ganha no se mexe. 
e) Parece que a prova no est difcil

30 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opo que completa corretamente as lacunas da 
frase seguinte.
"O controle biolgico de pragas, () o texto faz referncia,  certamente o mais 
eficiente e adequado recurso () os lavradores dispem para proteger a lavoura 
sem prejudicar o solo."
a) do qual, com que 
b) de que, que 
c) que, o qual 
d) ao qual, cujos 
e) a que, de que

31 (FAAP-SP) "No compreendamos a razo (por que o Iadro nao montava a 
cavalo."
A orao em destaque :
a) subordinada adjetiva restritiva. 
b) subordinada adjetiva explicativa. 
c) subordinada adverbial causal.
d) subordinada substantiva objetiva indireta.
e) subordinada substantiva completiva nominal.

CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
447



32 (CESGRANRIO-SP) A linguagem especial, emprego se ope o uso da 
comunidade, constitui um meio () os indivduos de determinado grupo dispem 
para satisfazer o desejo de auto-afirmao.
a) a cujo, de que 
b) do qual, ao qual 
c) cujo, que 
d) o qual, a que 
e) de cujo, do qual

33 (PUC-PR) Combinando os conjuntos:
1. O advogado que  pintor ficar uns dias aqui.
2. O advogado, que  pintor, ficar uns dias aqui.
() Refere-se a mais de um advogado.
() Os outros advogados no so pintores.
() Refere-se a um advogado apenas.
() H um advogado e ele  pintor.
() Refere-se a mais de um pintor.


CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
A sequncia correta :
a) 2,2,1,1, nada
b) 1,2,1,1, nada
c) nada, 1,2,2,1
d) 1,1,2,2, nada
e) nada, 1,1,2,2

34 (FATEC-SP) H oraes reduzidas que podem ser desenvolvidas em orao 
adjetiva.
Exemplo: "Vi um rapaz (pedindo esmola a sua irm)." se desenvolve em "Vi um 
rapaz (que pedia esmola a sua irm)." Aponte a alternativa em que isso tambm 
ocorre:
a) Eram cadveres a se erguerem dos tmulos.
b) Volte aqui, chegando a hora. 
c) A soluo era esperarmos. 
d) Estaramos prontos, chegada a hora. 
e)n.d.a.
CAPTULO 23
ORAES SUBORDINADAS ADJETIVAS
448
